segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

OS CANÔNES DE NICÉIA: A OPNIÃO DOS 318...

Este relatório tem por objetivo mostrar os pontos principais dos Cânones do concílio de Nicéia no ano 325 d.C. – cabe ressaltar que estes “pontos” foram julgados pela minha pessoa, portanto, sujeito a erros.

Os cânones de Nicéia foram dogmas criados pelos cleros presentes neste concílio (total de 318 homens pertencentes ao poder eclesiástico), para definir a moral da igreja Católica Apostólica. Assim regendo uma lei rígida e exclusivista. Com muita rivalidade entre a própria igreja de estados diferentes e com um teor hipócrita ao extremo.

Temos nos cânones de Nicéia uma forte tendência à exclusão de culturas diferentes e até mesmo, de religiões cristãs não Católicas Romana. Como sabemos o império romano desde seu inicio sempre foi um estado rígido e que nunca pensou duas vezes antes de derramar sangue, não foi diferente quando instalado a igreja Católica Apostólica Romana (séc. III em diante), pois o numero de cristãos não católicos era enorme, principalmente de seitas cristã.

Esta tendência exclusivista é vista nos cânones I, II, VIII, XIII e XIX, onde os bispos apóiam a exclusão dos eunucos, pagãos, cátaros, moribundos e paulianistas, dando um gostinho de perdão apenas para aqueles que conseguirem mostrar que realmente estão arrependidos de sua escolha anterior e que a partir daquele instante em diante sejam um cristão segundo os preceitos da igreja Católica Apostólica Romana, e sempre sob vigia, pois um passo em falso basta para ser considerado herege e ser afastado da igreja, ou melhor, morto.

Também temos dentro do concílio de Nicéia, seguindo a tendência exclusivista, a soberania dos homens do poder, pois o povo (que é a razão da vinda de Cristo), caso fossem pecadores, já eram acusados de heresia, e sua morte era eminente, já os militares e a autoridade eclesiástica, caso “caíssem” em pecado, estes podiam ter a “MISERICÓRDIA” da igreja, e podiam se redimir perante ela, seguindo um pequeno castigo de alguns anos em meio ao povo nas missas (cânones XI, XII).


Ao que remete esta soberania dos homens do poder, não possuo uma explicação lógica no campo da teologia, mas no campo da sociologia, política e filosofia podemos tirar inúmeras respostas a estas atrocidades, exclusões e desigualdades sociais, e acredito que não cabe expô-las neste relatório, pois apenas a exposição “destas” basta à reflexão.

Há também algo muito intrigante dentro dos cânones que nos remete uma idéia integralista de estado, pois um homem do clero ordenado a uma igreja X não pode ordenar um outro alguém de uma igreja Y, nem mesmo o contrário, a ordenação é exclusiva da igreja de quem se ordenará e da metrópole, caso aconteça algo do tipo, o ordenador deve ser excomungado (cânon XVI).

O mais “bizarro” de todos os cânones registrados no concílio de Nicéia é o Cânon XVII, pois o mesmo diz bem claro “é proibido o lucro para qualquer um pertencente ao clero”. Para qualquer um que conhece a historia da igreja Católica Apostólica Romana sabe o quão poderosa em termos econômicos ela é, e dizer que o pobre do “servente” eclesiástico não pode tirar lucro porque é errado? Este cânon soa o mais hipócrita de todos, pois todos sabem dos tributos que a igreja fazia a população pagar na época, a salvação a partir da compra de bens, a salvação pelas indulgências, o lucro proibido era executado as escondidas, tanto pela igreja, como pelos eclesiásticos escondendo os tributos da mesma, depois tudo foi liberado mais tarde.

Esses foram, segundo o meu julgamento, os pontos principais dos cânones do concilio de Nicéia. Tentei mostrar ao máximo as controvérsias existentes no mesmo, e até mesmo as barbaridades causadas pelo poder eclesiástico, como a condenação de heresias a culturas diferentes, e até mesmo de seitas cristãs. Tudo pelo poder e soberania do Estado Romano.




Fontes: Cânones do concílio de Nicéia, traduzido e comentado por SCHAFF, Philip. (Acessado em 6 de dezembro de 2010:
http://www.e-cristianismo.com.br/historia/documentos/50-canones-do-concilio-de-niceia?lang=pt.)

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Eventos Reggae Roots

Namastê.!
Tudo na paz galeraaaaa?

To aqui pra divulgar os ultimos eventos de reggae roots em sampa...

- 27/11/10. The Congos, Black Uhuru, Solano Jacob, Mato Seco e Leões de Israel...

- 11/12/10. Soja e Groundation.

Valeu galeraa!
è nóis lá hein!!!



Abraço Irmãos.

Paz a Todos!
(Gra Godoy M.R')

domingo, 10 de outubro de 2010

Pará Consegue a Liderança no Desmatamento da Amazônia

Pará é líder de desmatamento na Amazônia!

O segundo maior estado brasileiro é também o que mais desmata.


De acordo com boletim divulgado pela organização não governamental Imazon (Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia), a Amazônia perdeu 210 quilômetros quadrados no mês de agosto. A fatia de responsabilidade atribuída ao Pará é de 68%, ou seja, 142 quilômetros quadrados de floresta.

Em julho passado, segundo dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), o estado paraense também foi o que mais desmatou. No período, a Amazônia perdeu 155 km² de vegetação, sendo o Pará responsável por 51% ( 79 quilômetros quadrados). O resultado da soma das áreas depredadas nos dois meses é preocupante: sozinho, o Estado do Pará desmatou 220 quilômetros quadrados de floresta, o equivalente a 32 mil campos de futebol.

As causas por trás desse título inglório de maior desmatador são velhas conhecidas da sociedade. “No Pará, há uma intensa expansão ilegal de áreas de pastagem para pecuária e de agronegócios, principalmente os ligados à produção de soja”, explica Sanae Hayashi, pesquisadora do Imazon. A exploração madeireira é outra vilã. “Em alguns municípios, essas atividades têm forte apelo econômico, sendo, muitas vezes, as que mais geram trabalho para a população”, diz.

Segundo a pesquisadora do Imazon, a dois dias das eleições para governador, o debate político local parece ignorar as questões de preservação ambiental e de combate às atividades predatórias, cada vez mais crescentes no estado. Responsável por mais da metade do desmatamento na Amazônia Legal em agosto deste ano, o Pará é seguido de longe por Mato Grosso (11%), Amazonas (10%), Acre (6%) e Rondônia (5%).

Queimadas aumentaram a degradação florestal – No geral, o desmatamento na Amazônia em agosto de 2010 caiu 23% em relação ao mesmo mês em 2009, quando foi registrada perda de 273 quilômetros quadrados. Apesar disso, neste ano, houve um aumento significativo na degradação florestal (241%) que atingiu 1.549 quilômetros quadrados em agosto contra 455 quilômetros quadrados registrados no mesmo período de 2009.

De acordo com o Imazon, o aumento expressivo da área florestal degradada é resultado da alta incidência de focos de incêndio e queimadas registradas em agosto. ” O calor e o tempo seco tornaram mais desastrosos os incêndios provocados ilegalmente por agricultores locais, que põem fogo na mata para ganhar área de cultivo”, diz a pesquisadora do Imazon.

O monitoramento oficial do desmatamento na Amazônia é feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que ainda não tem previsão de divulgação dos números de agosto.



- texto integralmente retirado do Blog Eco4Planet (acessado em 10 de outubro 2010 - http://blog.eco4planet.com/2010/10/para-e-lider-de-desmatamento-na-amazonia/).